terça-feira, junho 05, 2007

Aqui Fica Bem O Sol Negro!

Sentia-me no topo do mundo, a confiança, essa nunca tinha estado tão alta. Nem mesmo quando mantive um relacionamento com a "Miss Parker". Devem-se lembrar dela, cabelo preto, roupas de cabedal, andava sempre atrás de um tipo chamado "Jarod". Enfim outras histórias. O que interessa é o dia em conheci a Keira. Esse dia foi diferente de todos os outros. Começou com a entrevista para a NASA, para astronauta. Não fiquei, parece que não reagia às bananas. Não há problema, ao que parece agora quem vai para o espaço são apenas milionários. Indivíduos bem qualificados para expansão de negócios extra-planeta. Aliás ia jurar que tinha visto o Berardo, até tentei-lhe falar de arte mas só me respondeu que tinha conseguido parar uma OPA. Bom para ti, Berardo! Uma vez também consegui parar uma bola mas custou-me o mindinho, ainda hoje não está direito. Visto estava que o espaço não era para mim, decidi ir à loja dos sóis. Comprar um sol bem quentinho e de preferência assim pró azulado. Como aqueles que os pintores de aerossóis pintavam na Ferreira Borges. Hoje em dia já não param por lá, nem eles nem os equatorianos que davam belos concertos na Praça do Comércio. Keira lá andava a mostrar os sóis a um casal, ora vermelhos ora verdes, mas nenhum parecia convencer o casal. Eu, por momentos, fiquei a admirar a Keira. Fiquei a ver como ela falava sem erros ortográficos. Tudo bem estruturado. «Sóis económicos de 60 watts é que está na moda agora.» Mas o casal não se convenceu, pelo menos até que o instalaram em casa. «Maravilha de Teck.» pensaram. O sol negro, no canto da loja, chamou-me. Tive algum tempo a vê-lo. Magnifica peça de artesão, alta qualidade islandesa. «O que é que vou vender a este senhor?» Keira quebrou o transe que me prendia aquele sol negro. «Queria este sol negro mas maior…» Keira sorriu em tons de vermelho, confirmando a a existência do mesmo em stock. Keira deslizava pela loja com sabor a morango em busca do sol negro tamanho maxi. O corpo curvilíneo ultrapassava com desembaraço os sóis em orbita uns dos outros. Keira sorriu com um talão. Compra assegurada, com assistência de 2 anos como manda a lei. Keira iluminava mais que todos os sóis juntos. Depois de um «Obrigado e Boa Tarde!» regressei ao lar. Coloquei o sol negro a orbitar perto da porta da sala e pensei «Aqui fica bem o sol negro». Mas depois de contemplar a luz emanada pelo sol negro concluí «Aqui ficava bem a Keira!».

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Espero que na vida real nao deixes fugir a tua keira lololol

7:30 p.m.  

Enviar um comentário

<< Home